16.11.2025 –
Regiões de Setúbal, Porto e Algarve entre as mais afetadas pela depressão Cláudia.

Entre as 14h00 de 12 de novembro e as 11h00 de 16 de novembro, Portugal continental enfrentou mais de quatro mil ocorrências provocadas pela depressão Cláudia, um episódio de meteorologia adversa que deixou um rasto de danos, vítimas e largas centenas de intervenções de proteção e socorro.
De acordo com os dados da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, foram registadas 4017 ocorrências, com particular impacto na Península de Setúbal (647 situações), Área Metropolitana do Porto (423) e Algarve (586).
As inundações lideram a lista de incidentes, com 2148 registos, seguindo-se a queda de árvores (731), limpezas de vias (497), quedas de estruturas (335), movimentos de massa (281) e um conjunto de salvamentos aquáticos (11) e terrestres (14).
O mau tempo esteve também na origem de duas vítimas mortais em Fernão Ferro, no concelho do Seixal, e provocou 32 pessoas deslocadas nos concelhos de Abrantes, Salvaterra de Magos, Seixal e Pombal.
🌬️ Fenómenos extremos de vento em Albufeira
O vento forte causou duas ocorrências graves no concelho de Albufeira. No Edan Resort, a queda parcial de uma estrutura do teto provocou 20 feridos. Já no Camping de Albufeira, registaram-se dois feridos e uma vítima mortal.
🚒 Mais de 12 mil operacionais no terreno
No total, a resposta às ocorrências envolveu 12 382 operacionais, apoiados por 4 795 veículos, numa operação de grande dimensão coordenada ao longo de todo o território.
⚠️ Proteção Civil reforça apelo à prevenção
A ANEPC recorda que a adoção de comportamentos preventivos pode reduzir significativamente os riscos associados ao mau tempo. Entre as recomendações, destacam-se:
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Garantir a desobstrução de sistemas de escoamento de águas pluviais.
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Fixar estruturas soltas, como andaimes ou painéis publicitários.
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Evitar a permanência em zonas arborizadas durante períodos de vento forte.
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Adotar cuidados redobrados junto à orla costeira e rios.
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Evitar atividades no mar e estacionamentos junto à linha de costa.
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Conduzir com precaução, reduzindo velocidade e atenção à formação de lençóis de água.
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Não atravessar zonas inundadas.
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Retirar bens e animais de zonas habitualmente inundáveis.
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Acompanhar previsões meteorológicas e seguir orientações das autoridades.
Jornal Mira Online
Fonte: Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC)





