🌍 Qualidade do ar no Norte melhora, mas ozono continua a preocupar

21.02.2026 –

A qualidade do ar na Região Norte tem registado sinais consistentes de melhoria, embora alguns poluentes continuem a representar desafios estruturais. Esta é a principal conclusão de dois novos relatórios agora divulgados pela CCDR NORTE, que analisam uma década de medições da qualidade do ar nos períodos 2014–2021 e 2020–2024.

Os estudos apresentam uma leitura integrada da evolução da qualidade do ar em zonas urbanas, suburbanas e rurais, permitindo identificar tendências, fragilidades históricas e os efeitos positivos da recente modernização da rede de monitorização. Embora os dados estejam acessíveis em tempo real através da plataforma QUALAR, os relatórios agora publicados oferecem uma análise científica consolidada, essencial para apoiar políticas públicas de proteção da saúde e do ambiente.

🔧 Investimento reforça fiabilidade dos dados

Os resultados refletem um investimento estratégico de cerca de 2 milhões de euros na modernização da Rede de Monitorização da Qualidade do Ar da Região Norte, cofinanciado pelo NORTE 2030 e pelo Fundo Ambiental.

A renovação de estações, equipamentos e sistemas de recolha de dados permitiu aumentar significativamente a robustez e a fiabilidade da informação, alinhando a monitorização com as exigências da legislação europeia.

📊 Principais conclusões dos relatórios

A análise dos dados revela tendências encorajadoras, mas também desafios persistentes:

● O dióxido de azoto (NO₂) apresenta uma tendência global de redução, sobretudo em zonas urbanas com tráfego rodoviário, refletindo mudanças na mobilidade e políticas ambientais mais restritivas.

● As partículas inaláveis (PM10 e PM2,5) registam, na generalidade, valores médios anuais dentro dos limites legais, embora persistam excedências pontuais associadas ao tráfego, atividade industrial, fenómenos naturais, incêndios florestais e poeiras provenientes do Norte de África.

● O ozono (O₃) continua a ser um dos principais desafios, com excedências recorrentes do Objetivo de Longo Prazo, sobretudo em zonas rurais, refletindo padrões regionais e sazonais.

● O benzeno (C₆H₆) e o dióxido de enxofre (SO₂) apresentam concentrações baixas, sem ultrapassar os valores-limite, não sendo considerados poluentes críticos no período analisado.

📡 Rede modernizada e mais abrangente

Os relatórios sublinham ainda que, até 2021, a rede de monitorização enfrentava limitações significativas devido à obsolescência de equipamentos. A partir de 2022, a modernização permitiu uma melhoria clara na qualidade e consistência dos dados.

Atualmente, a Região Norte conta com 21 estações de monitorização geridas pela CCDR NORTE, complementadas por uma estação da Agência Portuguesa do Ambiente, assegurando uma cobertura mais eficaz dos diferentes contextos territoriais e fontes de poluição.

🎥 Vídeo alerta para riscos da poluição atmosférica

No âmbito do mesmo projeto, a CCDR NORTE produziu um vídeo de sensibilização dirigido à população, sob a mensagem: “O ar é invisível, mas os seus poluentes têm impactes reais”. A peça alerta para os efeitos da poluição atmosférica na saúde, com especial incidência em crianças, idosos e doentes crónicos, e destaca o papel da rede regional de monitorização no acompanhamento em tempo real da qualidade do ar.

O vídeo, abaixo, apela ainda à adoção de comportamentos mais sustentáveis no dia a dia, reforçando a importância da responsabilidade individual na proteção ambiental.

📰 Jornal Mira Online
🗂 CCDR NORTE