03.09.2025 –
Segundo informa a SIC, uma cidadã brasileira afirma ter sido vítima de uma tentativa de violação no quarto de hotel onde foi alojada pela TAP, depois de um voo cancelado em Paris. A companhia aérea justificou que não havia quartos suficientes para todos os passageiros e, por isso, alguns tiveram de partilhar o alojamento.

O episódio ocorreu após várias horas de espera no aeroporto francês, quando o voo para Lisboa foi cancelado devido a problemas técnicos. Joana (nome fictício) dirigiu-se ao balcão da TAP em busca de alojamento para a noite, mas foi informada de que apenas existiam duas opções: procurar hotel por conta própria ou dividir quarto com outros passageiros.

Eu disse que não, que queria um quarto só para mim, era o meu direito. Mas, pelo cansaço e pela confusão, ingenuamente aceitei”, relatou à SIC.
Sem dinheiro para pagar outro hotel, Joana recebeu um voucher da companhia para um quarto triplo. Nele estavam escritos à mão os nomes de uma passageira alemã e de um passageiro brasileiro.

😨 “Fui acordada com o homem em cima de mim”
Durante a madrugada, a outra passageira acabou por abandonar o quarto, deixando apenas um bilhete. Sem se aperceber, Joana ficou sozinha com o homem brasileiro.
Fui acordada por volta das cinco da manhã com este homem em cima de mim, sem roupa, beijando-me, segurando-me na cama. Ainda demorei uns segundos para entender o que estava acontecendo. Foi quando eu reagi, gritei, assustei-me, acho que isso o desencorajou.”
No próprio dia, Joana enviou um e-mail à TAP relatando o sucedido, mas não apresentou queixa imediata às autoridades francesas. Já em Portugal, registou queixa na PSP e, de regresso ao Brasil, procurou apoio jurídico.
Senti-me muito ingénua, muito envergonhada, muito burra de ter aceitado. Não vi que a TAP estava a colocar-me numa situação de vulnerabilidade”, desabafou.
⚖️ Caso segue na Justiça brasileira
Contactada pela SIC, a TAP afirmou que “qualquer medida por parte da empresa está condicionada à conclusão da averiguação e investigação pelas autoridades locais competentes”.
A companhia apresentou à passageira uma proposta de compensação de cerca de 800 euros pelo cancelamento do voo, mas Joana recusou, aguardando um pedido de desculpas formal e a assunção de responsabilidades. Sem acordo, o processo segue agora na Justiça brasileira.
📌 Jornal Mira Online
🔗 Fonte: SIC Notícias





