⚽ LIVRE quer excluir Marrocos da organização do Mundial 2030

05.08.2026 –

O partido LIVRE defendeu que o Governo português e a Federação Portuguesa de Futebol devem reavaliar a participação de Marrocos na organização conjunta do Campeonato do Mundo de Futebol de 2030, considerando que os acontecimentos recentes em Ceuta e o contexto político tornaram insustentável a manutenção da parceria.

A posição foi transmitida através de uma carta enviada ao primeiro-ministro e ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol, na qual o partido apela à exclusão de Marrocos da coorganização do torneio, mantendo Portugal e Espanha como únicos países organizadores.

📄 Carta aponta questões de segurança e direitos humanos

No documento, o LIVRE sustenta que os acontecimentos registados recentemente em Ceuta, aliados ao que considera ser um incumprimento continuado do direito internacional por parte do regime marroquino, colocam em causa as condições políticas, de segurança e de cooperação necessárias para a realização de um evento desta dimensão.

O partido refere ainda preocupações relacionadas com a situação dos direitos humanos em Marrocos, a questão do Saara Ocidental e o que considera ser a falta de cumprimento das resoluções internacionais relativas ao processo de autodeterminação do povo saarauí.

🇵🇹 Defesa da candidatura de Portugal e Espanha

Na carta, o LIVRE defende que Portugal e Espanha reúnem, por si só, todas as condições necessárias para acolher o Campeonato do Mundo de 2030, argumentando que ambos os países cumprem os requisitos exigidos para a organização da competição.

O partido considera que a manutenção de Marrocos como parceiro poderá comprometer não apenas a imagem internacional de Portugal, mas também aspetos relacionados com a segurança, a cooperação institucional e a política externa portuguesa, sobretudo numa fase em que o país assumirá funções como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

🌍 Apelo ao Governo português

O LIVRE apela ao Governo para que torne pública a sua oposição à manutenção de Marrocos como coorganizador do Mundial 2030 e promova contactos diplomáticos com o Governo espanhol e com a Real Federación Española de Fútbol, procurando encontrar uma solução que preserve a organização da competição por Portugal e Espanha.

No documento, o partido considera que esta decisão ultrapassa o âmbito desportivo, entendendo que envolve igualmente questões de política internacional, direitos humanos, segurança e responsabilidade institucional.

Até ao momento, não são conhecidas reações do Governo português, da Federação Portuguesa de Futebol, das autoridades espanholas ou da FIFA ao conteúdo da carta divulgada pelo LIVRE.

Jornal Mira Online

Fonte: LIVRE