11.11.2025 –
Gigante tecnológica investe 10 mil milhões de dólares no centro de dados e reforça posição de Portugal na corrida às gigafábricas de Inteligência Artificial.

A Microsoft confirmou um investimento de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8,6 mil milhões de euros) no centro de dados em Sines, num anúncio que reforça o papel de Portugal na estratégia europeia para o desenvolvimento de infraestruturas de Inteligência Artificial em larga escala. O investimento foi revelado esta terça-feira, com o presidente da tecnológica, Brad Smith, a sublinhar que se trata do maior que a empresa alguma vez realizou em centros de dados na Península Ibérica, superando inclusive o total aplicado em Espanha.
A iniciativa coloca Sines no centro das atenções internacionais, tendo em conta que a infraestrutura integrará 12.600 placas gráficas de última geração da Nvidia, destinadas a suportar operações avançadas de computação em IA. De acordo com a Microsoft, trata-se de “um dos maiores investimentos em capacidade computacional de IA na Europa”, projetando o país como uma referência no desenvolvimento de soluções escaláveis, seguras e energeticamente sustentáveis.
O projeto integra-se ainda no plano europeu da tecnológica para reforçar e duplicar a capacidade de centros de dados em 16 países até 2027, ao abrigo do chamado “Compromisso Digital para a Europa”.
◆ Estratégia nacional aponta Sines como hub europeu
Durante a sessão de abertura da Web Summit, o ministro adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, afirmou que o Governo está empenhado em posicionar Portugal como um “hub europeu líder para as gigafábricas de IA”, com investimentos que poderão superar os 16 mil milhões de euros.
O governante revelou ainda que o Estado português está a apoiar a candidatura junto da Comissão Europeia para a instalação de uma gigafábrica de IA em Sines, apresentada pelo Banco Português de Fomento. Caso aprovada, a unidade representará um investimento estimado de 4 mil milhões de euros, financiado por capitais públicos e privados.
Matias destacou também que o impacto previsto da Inteligência Artificial na economia europeia poderá atingir 2,3 biliões de euros até 2030, defendendo que Portugal reúne condições estratégicas únicas: posição geográfica, ligação transcontinental através de cabos submarinos e um ecossistema tecnológico e académico consolidado.
◆ Sines consolida-se como infraestrutura crítica
Com estes avanços, Sines reforça o seu papel como polo logístico e digital internacional, passando a integrar não apenas a rede portuária e energética, mas igualmente a infraestrutura de dados e computação de alta escala, num movimento que poderá redefinir a posição de Portugal no mapa digital europeu.
Jornal Mira Online
Fonte: ▪ Jornal de Negócios / Microsoft / Governo de Portugal






