Não faltaram apoios a João Carlos Patarra…

 

Assim como muitos particulares e empresas de Mira, João Carlos Patarra, residente na Presa, muito sofreu com o incêndio da noite de 15 de Outubro.

Proprietário de 2 tratores, de alfaias e outros utensílios ligados à prática agrícola, em poucos minutos perdeu um investimento de uma vida inteira a trabalhar de sol a sol e o desânimo chegou.

Mas, aquele homem, que na altura em que tudo que tinha para o trabalho ardia estava a ajudar outros a protegerem seus bens, teve que reerguer-se e, com o amparo familiar e a companhia da sobrinha, foi atrás de apoios que estavam a ser preparados para aqueles que, diretamente eram atingidos pela tragédia daquela madrugada de triste memória.

E, esta terça-feira, João Carlos Patarra conseguiu a sua primeira vitória: recebeu, na sua terra, um trator que foi entregue pela Câmara Municipal de Mira e pela Cáritas de Coimbra…

Sofrendo um prejuízo avaliado em mais de 65.000 euros (incluindo alfaias, telheiro, combustível, etc…), o valor deste trator, cujo custo é de 22.800 euros dá para começar a fazer a vida voltar ao normal novamente. A partir de agora, este tratorista que é “uma mão na roda”  para alguns pequenos proprietários de terras onde impera a subsistência, vai poder voltar a trabalhar pela Presa, pela Valeirinha, por Portomar, onde tantos necessitam do seu trabalho!

E, como a solidariedade não é feita somente de apoios conquistados junto de entidades oficiais, as próprias pessoas do lugar procuraram angariar fundos junto das populações para que possam ser comprados outros materiais necessários para o trabalho deste homem. Quão generosa é esta gente que procura, desinteressadamente, ajudar o seu próximo!

A Câmara Municipal de Mira, segundo o edil Raul Almeida “fez toda a pressão possível e necessária para que este caso fosse resolvido na maior brevidade possível e fez a ligação com a Cáritas Portuguesa“. Coube a esta prestigiada instituição ligada à área social, encontrar apoios que traduzissem o necessário em conquistado e que tornassem realidade aquilo que era um sonho nada fácil de se realizar!

Margarida Carvalho, técnica da Cáritas de Coimbra lá esteve, com a chave na mão e um sentido orgulho nos olhos. Também lá estiveram representantes da Fábrica Solis e da importadora e encarregada da rede comercial, a Agrisolis, que trouxeram muito mais que uma máquina: trouxeram alento a um homem, à sua família e a muitos dos que dependem da sua força de trabalho.

Com este gesto ficaram muitos a ganhar. A partir de hoje, certamente, João Carlos Patarra e os seus, passaram a acreditar que o Pai Natal existe… para eles, existe!

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