Morreu Domingo Piedade. O antigo manager, diretor desportivo e comentador tinha 75 anos

Domingos Piedade, antigo gestor da AMG Mercedes, empresário de pilotos de Fórmula 1 como Emerson Fittipaldi ou Nélson Piquet e administrador do Autódromo do Estoril, morreu hoje, vítima de doença prolongada.

Domingos Piedade, antigo manager e diretor desportivo de equipas de Fórmula 1 tinha 75 anos. O “senhor Fórmula 1” lutava contra um cancro do pulmão há dois anos. A notícia foi avançada pelo amigo e jornalista João Carlos Costa no Facebook e confirmada pelo SAPO24.

“O automobilismo português está de luto”, sublinhou o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, em declarações à Agência Lusa.

Domingos Piedade, de 75 anos, estava internado numa unidade de saúde de Lisboa e faleceu hoje, vítima de doença prolongada, adiantou Ni Amorim.

Domingos Piedade trabalhou com marcas de topo e pilotos de renome da Formula 1. Profundo conhecedor do desporto automóvel era também comentador.

Estudou na Alemanha e a sua proximidade à Fórmula 1 acontece mediante a ligação à AMG, hoje marca da Mercedes mas à época uma empresa independente que tinha entre os seus clientes pilotos que pretendiam melhorar as capacidades dos seus próprios carros (não os competição) – nomeadamente Mercedes.

Domingos Piedade falava várias línguas e foi com facilidade que se integrou no ambiente multinacional da Fórmula 1, tendo orientado as carreiras de Emerson Fittipaldi e Michele Alboreto. Dessa proximidade resultou também se tornado amigo pessoal de nomes como Nelson Piquet, Ayrton Senna – de quem foi amigo próximo – e de Michael Schumacher -dizia-se que era o português que melhor conheceu o piloto alemão. Um conhecimento que decorreu do facto de Domingos Piedade ter acompanhado os primeiros anos de Schumacher, que era amigo de um dos seus filhos mais velhos com quem se iniciou nas pistas de kart, e a quem terá ajudado a lançar a carreira.

Depois de uma primeira fase em que a Mercedes não via com bons olhos o trabalho que a AMG realizava, acabou por convidar a “garagem-maravilha” para a representar numa competição prestigiada na Alemanha, a DTM. A relação entre as duas empresas acabou por culminar na compra da AMG pela Mercedes, processo que Domingos Piedade não só acompanhou de perto como foi uma das pessoas, pelo lado da AMG, que participou ativamente.

O gestor e comentador português ainda permaneceu ao serviço da Mercedes-AMG algum tempo, tendo sido vice-presidente da empresa então criada, na Alemanha, regressando a Portugal anos mais tarde, também por razões pessoais, uma vez que depois de um primeiro casamento na Alemanha, tinha então casado, pela segunda vez, com um dos rostos da RTP na altura, Ana Paula Reis.

Em Portugal, Domingos Piedade manteve-se ligado ao comentário da Fórmula 1 e do desporto automóvel e foi convidado durante o governo liderado por Durão Barroso para presidente do Autódromo do Estoril, lugar que veio a desempenhar.

Nos últimos anos, devido a problemas de saúde, Domingos Piedade estava afastado da vida pública.

Lusa

Imagem: RTP

%d bloggers like this: