Em Mira, falta entregar somente uma casa afetada pelo incêndio de 2017

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) anunciou hoje que 93% das casas destruídas pelo incêndio de outubro de 2017 já foram recuperadas, num investimento de 52 milhões de euros.

“Estamos na fase final deste processo. Falta concluir a recuperação de 58 das 819 casas atingidas pelas chamas em 15 de outubro de 2017, o que deverá acontecer, o mais tardar, até ao final do ano”, revelou Ana Abrunhosa, em Mira, durante a entrega de mais seis habitações recuperadas a habitantes deste concelho.

A verba orçamentada para a recuperação das 819 casas, a cargo da CCDRC, é de 57 milhões de euros. As taxas de execução física e financeira situam-se assim, nesta altura, em 93%. Cerca de metade das casas recuperadas, todas de primeira habitação, tinham sido totalmente destruídas pelas chamas.

A maior parte das 58 casas ainda em obras está a ser recuperada diretamente pelos respectivos proprietários, o que ajuda a explicar a maior demora na conclusão das obras. Em alguns casos houve problemas legais a resolver, como partilhas ou proximidade de zonas agrícolas ou de reserva ecológica.

Em Mira só falta entregar uma casa…

 

No caso de Mira, já está concluída a recuperação de 24 das 25 casas ardidas em outubro de 2017. A habitação que falta está a ser apoiada pela CCDRC, mas a condução das obras pertence à família.

Ana Abrunhosa estima em dois milhões de euros o esforço financeiro para recuperar a totalidade das habitações neste município do distrito de Coimbra.

Bem superior tem sido o esforço financeiro para apoiar a recuperação das 32 empresas do concelho atingidas pelas chamas. Mira representa 20% do apoio de 100 milhões de euros entregues na totalidade às empresas dos concelhos atingidos em outubro de 2017, através do programa REPOR – Sistema de Apoio à Reposição da Competitividade e Capacidades Produtivas.

Depois de escutar palavras de agradecimento do presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida, pela maneira como a CCDRC conduziu o processo de recuperação das casas, Ana Abrunhosa falou diretamente para as famílias afetadas pelos incêndios, expressando solidariedade.

“Que a recuperação dos vossos lares vos ajude a ultrapassar a terrível situação que viveram. E obrigado pela paciência”, disse Ana Abrunhosa.

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Tecplasnova também recebeu a atenção das autoridades nesta quarta-feira

 

De seguida, a comitiva dirigiu-se ao Polo I da Zona Industrial de Mira, para perceberem no terreno como a Empresa Tecplasnova conseguiu renascer das cinzas, uma vez que foi das empresas mais afetadas pelo incêndio de Outubro de 2017. A matéria referente à esta visita será publicada amanhã, pelo Jornal Mira Online.

Texto: Lusa / Jornal Mira Online

Imagens: Jornal Mira Online