E se a terra tremer? Mira deu boa resposta a este problema!

Mira foi o local escolhido pela Proteção Civil de Coimbra para alertar as populações sobre os riscos de eventuais sismos. Assim, nada melhor que passar a mensagem à toda a comunidade escolar!

Cerca de 44.000 inscrições a nível nacional dão uma noção da preocupação das autoridades para a necessidade de sensibilização da população em geral para os fenómenos naturais que a todos e a cada um podem afetar.

Por isso, esta manhã a Escola Secundária de Mira recebeu autoridades da Proteção Civil, dos Bombeiros, Direção regional da Educação e da Câmara Municipal, que viram in loco um simulacro denominado como Treme Treme”.

Jornal Mira Online entrevistou 3 destas autoridades, a começar pelo Professor e Diretor Fernando Rovira que salientou o facto do Agrupamento Escolar de Mira “ter aceite o repto da Proteção Civil de Coimbra para ser o local deste simulacro”. Adiantou, ainda, o Diretor do Agrupamento, que “tivemos que adotar novas medidas de auto-proteção, novos planos de emergência e de evacuação, e este exercício faz parte de toda esta nova estratégia que foi delineada depois dos fogos do ano passado”. Para ele “tudo correu dentro do espectável, admitindo, porém, “que em breve os segundo e terceiro ciclos recebam alertas, porém sem aviso prévio, para que se possa quantificar a qualidade do trabalho já desenvolvido”.

O Comandante da Proteção Civil de Coimbra, Carlos Tavares, enfatizou que “a comunidade escolar é essencial nestas ações, uma vez que os alunos acabam por informar os pais e todos os familiares de como se deve proceder, realmente, em casos de catástrofes naturais… como é um sismo”. O Comandante alertou, ainda, para uma “crescente sensibilização na nossa sociedade para a necessidade de saber o que fazer nestes momentos… e, isto é fundamental!”.

Por fim, o Vereador e vice-presidente da Câmara Municipal de Mira, Nelson Maltez, admitiu à reportagem que “na verdade, nunca estamos totalmente preparados para situações como esta, mas as alterações climáticas, por exemplo, obrigam-nos a procurar soluções. Por isso, todos os dias aprendemos um pouco mais e procuramos corrigir eventuais problemas que aconteçam para, na eventualidade das catástrofes ocorrerem, estarmos cada vez melhores e mais capacitados”.

Certo é que, como frisou Fernando Rovira“tivemos uma enorme ventania há alguns anos… em 2017 aconteceram os fogos e este ano, a tempestade Leslie… mas, sempre em dias de fim de semana”. Por isso, foi unânime a opinião dos presentes de que é “fundamental estarmos preparados para fenómenos destes, em caso de acontecerem em dias de semana, onde há muitas mais pessoas nas ruas e, assim, a probabilidade de os danos serem maiores, acontecerem…”

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Jornal Mira Online