Covid-19: Área vigiada na Praia de Mira cresce para 1.200 metros para assegurar “distanciamento físico”

A extensão de areal vigiado pelas autoridades marítimas na Praia de Mira vai crescer de 800 para 1.200 metros, de maneira a que os banhistas consigam manter as normas recomendadas de distanciamento físico, foi hoje anunciado.

O alargamento da vigilância da praia, única no mundo a receber a Bandeira Azul desde a criação do galardão, em 1987, vai fazer-se para sul, acompanhando o novo passadiço de 800 metros, que está em fase de conclusão. “Falta terminar poucos metros na extremidade e colocar iluminação”, revelou hoje o presidente da Câmara de Mira, Raul Almeida, que garante que o passadiço já estará aberto e em condições de segurança no arranque oficial da época balnear nas praias do concelho, que está fixada, provisoriamente, para 20 de junho.

A nova extensão de praia vigiada irá dispor de um posto salva-vidas e o apoio de um bar que já existe junto ao molhe, com novos pontos de acesso para além da avenida marginal e estacionamento do Lago do Mar. O passadiço representa um investimento de 145 mil euros financiado em 85% por fundos comunitários, através do POSEUR (Programa operacional sustentabilidade eficiência e uso de recursos) do Portugal 2020.

O alargamento da área de vigilância da praia foi anunciado durante a cerimónia de apresentação das equipas de nadadores-salvadores da Associação Adamastor, que a partir de sábado vão começar a vigiar o areal entre as praias de Mira e do Poço da Cruz, no âmbito de um protocolo celebrado em 2019 com a autarquia. Designado como SPA (Serviço de Prevenção ao Afogamento), o projeto que antecipa a vigilância oficial nas praias de Mira, feita pelo Instituto de Socorro a Náufragos, resulta de um protocolo celebrado entre a autarquia e a Adamastor – Associação de Nadadores Salvadores de Mira.

No âmbito do protocolo, uma equipa do SPA “pode ser ativada nos períodos em que haja condições apropriadas à prática balnear, em situações nas quais sejam necessários elementos para prevenção aquática, situações que sejam classificadas como tendo risco de afogamento, ou qualquer outro enquadramento válido, por forma a prestar assistência e a minimizar ao máximo as probabilidades de ocorrências em meio aquático ou até afogamentos”.

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O presidente da Junta de Freguesia da Praia de Mira,Francisco Reigota, um dos principais impulsionadores do projeto, aproveitou a oportunidade para a agradecer à Cruz Vermelha local a cedência das instalações para acolher os elementos da Adamastor.

“O projeto é uma mais-valia, sobretudo no campo da prevenção”, reconhece o comandante da capitania do Porto de Aveiro, Silva Rocha, que tem jurisdição sobre o litoral entre Ovar e Mira, numa extensão de 70 quilómetros. O comandante confirmou que, já a partir de 1 de junho, duas equipas da Marinha Portuguesa irão percorrer as praias numa “missão de sensibilização e aconselhamento” dos frequentadores para a nova realidade imposta pelo combate à covid-19.

Lusa